Hey gambiarrentos!!
Hoje eu vou contar uma das histórias que me fazem ter um ódio profundo de empresas rodoviárias.
Só pra contextualizar, eu moro em São Carlos e meus pais moram em Sorocaba, o que me faz ter que viajar a cada 2 ou 3 semanas de la pra ca e vice versa. O mais legal, é que não tem a porcaria de um busão direto entre as duas cidades, e eu tenho que fazer baldeação por Campinas. Porra tem até pra Itirapina, São Vicente, e um monte de outras cidades com nomes derivados do tupi-guarani que ninguém ouviu falar, e não tem Sorocaba! Enfim, vou contar os prazerem que me acometeram na última viagem.
Acordo eu, às 5:00h da madrugada, pq só pra ir da minha casa até a rodoviária de Sorocaba já é uma viagem, cerca de meia hora de carro (de manhãzinha, sem carros nem nada, da pra fazer nuns 20min). Tomo meu café da manhã sem fome nenhuma, e vou pra rodoviária pegar o onibus das 6:00h. Como eu sou uma pessoa precavida, já estava com a passagem comprada, assim como a de Campinas para Sâo Carlos, pras 8:00h.
No que o ônibus sai, eu capoto na poltrona, e acordo com um cara me cutucando e dizendo
- Ow, levanta ae brother, o busão quebrô, vamo te que troca.
Eu olho pra janela, a gente não tinha saído nem do centro de Sorocaba e ja era 6:45h!! Pensei – “fudeu, perdi a passagem”
Fui o caminho inteiro tenso, torcendo pra dar tempo, afinal, o ônibus la sempre atrasa pra sair…
Chego em campinas 8:07h (sim, eu não parava de olhar o relógio), e fui correndo pra plataforma. Quando tava chegando, vejo um monte de gente esperando, e ja tava moh feliz. Perguntei pro primeiro canalha que estava de pé.
- Se ta esperando o onibus pra São Carlos as 8:00h também?
-Não não, o das 8:00h saiu agorinha, o meu é das 8:10h.
Fmz, eu ja tava puto. Subi, tentei chorar pra moça da Empreza Cruz, que obviamente não trocou a minha passagem, mas eles não tinham culpa mesmo, então pedi pra comprar a do próximo horário que era as 10:00h, e só tinha mais dois lugares. A poltrona 44 e 46. “ótimo, do lado do banheiro, maravilha”.
Sento, termino de ler o livro do Hesse Herman, ouço Móveis Coloniais de Acaju até dar a hora do busão e desço pra plataforma. Carrego minha bagagem, subo no ônibus e vou procurar minha poltrona. “41, 42… porra cade a 44?”
Eu ja tava me achando um tapado por não ta achando a poltrona, fiquei uns 2min olhando a porra dos números, mas só ia até a poltrona 42.
Desço do ônibus e vou falar com o motorista:
- Viu, não tem a poltrona 44.
- Não mesmo, esse ônibus só tem 42 lugares.
Nessa hora me deu vontade de acertar a cabeça dele com uma marreta, mas eu me segurei, e falei com aquela calma que só o ódio e o desespero traz:
- E como é que a gente faz?
- Peraí, ja vejo isso pra você.
Nisso, eu fico la do lado, num frio do cacete, o cara liga pra um, liga pro outro, e me vira:
- O próximo ônibus vai ter vaga, espera aí um pouquinho que ele ja chega.
Nisso eu espero mais vários minutos até o outro busão, e só chego em casa perto das 13:00h, perco a reunião que tinha marcado pra antes do almoço, e o programa de rádio de uma amiga minha que ia passar as 12:20h. Conclusão?
Empresas de ônibus fedem.
ps: se pa, no próximo podcast, eu conto uma das história mais bizarras de viagens que eu tive.